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Digitalização durante a COVID-19

Digitalização durante a COVID-19: como se desenvolveu a tecnologia no setor da saúde durante a pandemia

A COVID-19 provocou um aumento nas consultas virtuais e nos tratamentos remotos, o que levou a uma rápida aceleração das soluções digitais. Mas é de salientar que esta resposta digital ocorreu principalmente nos cuidados primários, uma vez que muitos prestadores de cuidados secundários se concentraram no tratamento de doentes com coronavírus.

Assim, na saúde secundária ou na medicina especializada, as consultas presenciais e o seguimento presencial continuam a ser o método de apoio fundamental. Embora seja verdade que em muitos casos não é necessário visitar um hospital apenas para ter uma conversa com alguém, este segmento ainda não está pronto para a digitalização. De acordo com os seus profissionais: quase 30% diz que as suas organizações "não estão de todo" ou estão "apenas um pouco" preparadas para a adoção desta tecnologia1.

Liderar desde a primeira linha

Para muitas pessoas, os cuidados primários foram o principal ponto de contacto durante as primeiras etapas da pandemia. Para gerir o aumento da procura e minimizar o contacto introduziram as consultas telefónicas, por email e virtuais, o que lhes permitiu continuar a atender os pacientes, além de garantir que quem necessitava de marcações presenciais as conseguia.

Durante este tempo existiram muitas, e legítimas, preocupações sobre o potencial dano para a saúde das pessoas que, devido à situação, sofreram atrasos ou inclusivamente abandono dos seus cuidados de rotina e acompanhamento médico. Além disso, uma questão particularmente sensível é a necessidade de gerir as consequências da pandemia ao mesmo tempo que a potencial necessidade de apoio à saúde mental causada pela mesma. É aqui que entram os serviços de saúde secundários, que podem aprender lições valiosas com a experiência dos cuidados primários e fazer a sua própria evolução para novas e digitais formas de trabalhar.

Um cenário em mudança

Ao mesmo tempo que a pandemia tem perturbado os cuidados de saúde e provocado mudanças radicais nos modelos de cuidados médicos, tem também acelerado o ritmo da digitalização em pelo menos uma década. Esta transformação será fundamental para o futuro dos cuidados de saúde.

Deloitte: digital transformation - shaping the future of European healthcare

Em toda a Europa, cada vez mais pessoas utilizam as novas tecnologias para temas de saúde. Isto inclui procurar informação online, solicitar marcações, participar em consultas virtuais ou utilizar soluções tecnológicas para gerir a sua saúde de forma remota1. Isto tem um enorme impacto, já que poupa os profissionais de saúde e os pacientes uma grande quantidade de tempo.

Por outro lado, tal como em outros setores, a saúde também adotou o teletrabalho. Neste sentido, o setor enfrenta desafios únicos no que diz respeito à proteção de dados pessoais e à segurança de uma informação altamente sensível, como os relatórios dos pacientes. A partilha de relatórios físicos é dispendiosa e demorada, e também cria questões de confidencialidade e controlo do pessoal.

E não é só o apoio ao paciente que beneficia com esta alteração tecnológica. Também se pode aplicar à formação dos colaboradores ou processos de inclusão de novos funcionários, que agora podem ser realizados remotamente, mantendo a distância social e reduzindo a necessidade de viajar.

Temos a tecnologia…

A tecnologia para fazer tudo isto digitalmente no setor da saúde já existe. Além disso, pode ser facilmente integrada nos processos de trabalho existentes e como tal não requer recursos adicionais ou investimento significativo em novos colaboradores. A responsabilidade recai nos gerentes ou decisores, que devem atualizar as suas estratégias de TI e investir em novas estruturas de trabalho para a prestação futura dos cuidados de saúde

Como já mencionámos, a confidencialidade do paciente é fundamental na mudança para o digital e os departamentos tecnológicos dos centros de saúde já conhecem muito bem as medidas de segurança que necessitam ser implementadas. Quase todos os dispositivos utilizados, tais como impressoras e scanners, têm características de segurança de série como pull printing, encriptação e autenticação dos utilizadores. Agora falta oferecer a formação necessária para que todos os colaboradores entendam bem a digitalização e possam mudar os seus hábitos e afastarem-se da ‘forma tradicional’ de fazer as coisas.

Então o que podem aprender com tudo isto os cuidados de saúde secundários?

A capacidade dos cuidados primários para reagir e se adaptar aos desafios nestes novos tempos foi impressionante. Apesar de ser o primeiro ponto de contacto durante a crise, conseguiram implementar enormes avanços nos sistemas e no comportamento dos funcionários. Agora os cuidados de saúde secundários têm a oportunidade de aprender e implementar as suas próprias mudanças tendo em mente o seguinte:

É necessário ter em conta todos os colaboradores

Como muitos departamentos de TI já sabem, pode haver muito desconhecimento de informática por parte dos colaboradores. Embora a maioria saiba manusear um computador, muitos podem não ter experiência com o software de videoconferências ou ter dúvidas na hora de ensinar outros colegas e pacientes em como o usar.

A mudança foi tão rápida que pode ser até avassaladora. É por isso que é necessário um programa de formação aprofundado para que todos possam acompanhar o ritmo dos processos de digitalização. Isto é especialmente importante quando chegamos aos temas de segurança, já que inclusivamente aqueles que estão acostumados a manusear documentos em papel de forma segura necessitarão entender as medidas de segurança digital e aplicá-las.

Encontrar o equilíbrio

É certo que as consultas online podem ser bem aceites por alguns pacientes, mas não são todos, especialmente os mais idosos, vulneráveis ou aqueles que vivem em áreas rurais. 29% dos europeus carece de conhecimentos digitais básicos, o que aumenta o risco de exclusão digital e 80 milhões deles nunca usaram a internet porque não têm um computador ou porque é demasiado caro1. Além disso, há algumas situação nos cuidados de saúde secundários onde as consultas ou o tratamento devem ser realizados obrigatoriamente cara a cara.

Por outro lado, os estudantes e os bolsistas podem necessitar de uma aproximação mais prática da que pode ser oferecida através da aprendizagem online.

Com tudo isto em mente, ter uma abordagem híbrida, onde aqueles que necessitam de interação direta podem ter um acesso tão fácil como aqueles que acedem aos serviços online, pode ser um bom ponto de partida para o futuro.

Trabalhar juntos é sempre melhor

Algo importante que devemos aprender da resposta dos cuidados primários é o impacto benéfico da colaboração. Parece óbvio, mas a realidade é que o setor da saúde não se caracteriza (em geral), pela sua capacidade de partilhar conhecimentos e dados entre diferentes equipas.

No entanto, sempre que se realize de forma segura (e com o consentimento dos pacientes), partilhar dados pode ajudar a organização a planear a sua resposta a situações difíceis como a COVID-19. E no dia a dia, os novos métodos de interação online podem abrir novas e interessantes linhas de comunicação - por exemplo, no futuro, poderíamos encontrar um paciente, um médico de clínica geral ou um especialista clínico na mesma videochamada.

Conclusão: uma oportunidade para modelar o futuro dos cuidados secundários de saúde

Foram muitas as alterações que tiveram lugar num curto espaço de tempo e é justo dizer que a tecnologia foi um impulsionador fundamental de tudo isto. Algumas destas mudanças podem ser temporárias: soluções a curto prazo que permitiram que os funcionários continuassem a trabalhar em circunstâncias difíceis. Outras, no entanto, podem ter vindo para ficar.

Agora temos a oportunidade de estudar o que aprendemos com esta crise e modelar a forma como o setor da saúde pode responder a qualquer desafio no futuro. Com a tecnologia apropriada e os parceiros adequados para a implementar, este movimento rumo à digitalização pode oferecer resultados positivos a longo prazo tanto para os pacientes como para os colaboradores.

Mais informação sobre as soluções tecnológicas da Brother para o setor da saúde.
1 https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/nl/Documentms/public-sector/deloitte-nl-shaping-the-future-of-european-healthcare.pdf

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