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Como está a mudar a segurança informática devido ao trabalho híbrido

Como está a mudar a segurança informática devido ao trabalho híbrido?

Garantir a segurança da informação foi sempre uma das prioridades das empresas e um desafio constante. Dadas as graves consequências que pode ter qualquer falha, é fundamental considerar como encaixa a segurança informática tradicional numa era em que o teletrabalho aumentou.

Depois do aumento do número de pessoas que trabalham desde casa, como consequência da COVID-19, o modelo de trabalho híbrido pode-se vir a converter na regra. Antes da pandemia, cerca de 39% dos colaboradores trabalhavam remotamente, mas espera-se que este valor suba para os 48% quando os escritórios reabrirem totalmente1. Por essa razão, os equipamentos estão agora muito repartidos entre os domicílios dos colaboradores. Isto não tem apenas impacto na segurança da informação, mas dá também mais importância à necessidade de garantir o cumprimento das normas e boas práticas.

Torna-se evidente que a mudança do escritório tradicional fez com que muitas empresas se adaptassem ao teletrabalho. E as dificuldades que encontramos vão desde os pais que têm que conciliar o trabalho com a edução dos filhos e se sentem sobre uma maior pressão do que se estivessem no escritório, até colaboradores que utilizam os seus equipamentos de trabalho para uso privado, o que incrementa as possibilidades de risco.

Também existe a possibilidade de que o pessoal conecte os dispositivos da empresa a ligações domésticas de Internet, que não têm os mesmos níveis de segurança que as redes empresariais.

Para diminuir o risco, as empresas devem considerar a possibilidade de educar o seu maior ativo – os colaboradores – em matéria de segurança. Educar os trabalhadores sobre as possíveis consequências de uma violação da segurança informática pode ser uma arma incrivelmente poderosa para reduzir o risco de erro humano.

Porque é que os trabalhadores híbridos se devem preocupar com as possíveis ameaças à segurança informática?

Segundo um estudo realizado pela empresa de cibersegurança Malwarebytes2, 20% das empresas sofreu uma violação de dados provocada por trabalhadores remotos durante a pandemia que também levou a um impacto financeiro, já que 24% sofreu um gasto inesperado ao ter que fazer frente a uma falha de cibersegurança ou um ataque de malware.

De facto, o custo de uma falha de segurança informática pode ser enorme. O gasto médio mundial de uma vulnerabilidade de dados em 2020 foi de 3,86 milhões de dólares3. Se a isto adicionarmos o custo do tempo de inatividade, no caso em que os funcionários não puderam aceder às redes que foram afetadas – e o dano provocado à sua reputação - podemos começar a imaginar o enorme prejuízo que pode causar uma falha na segurança.

Por isso, vale a pena recordar aos colaboradores a importância do RGPD e as possíveis repercussões de um incidente com dados pessoais. Há que relembrar que se devem assegurar que os seus processos diários continuam a cumprir as normas num mundo laboral híbrido, quer trabalhem em casa ou no escritório. Por exemplo, se imprimem documentos confidenciais em casa, devem eliminá-los com o mesmo cuidado que teriam no escritório e destruí-los sempre que for possível.

Que riscos de segurança tem o teletrabalho?

Os ciber criminosos sabem que o facto de haver mais pessoas a teletrabalhar torna as empresas mais vulneráveis. Contamos de seguida cinco ciberataques comuns que as empresas sofreram durante o confinamento que os trabalhadores devem ter em conta:

  1. Pedidos falsos para restabelecer contas de redes privadas virtuais (VPN);
  2. Páginas falsas de início de sessão para contas de videoconferência;
  3. Um aumento dos emails falsos que imitam envios de colegas de trabalho, em particular de diretores gerais;
  4. Um pedido de "chat" de colegas de trabalho em sistemas de mensagens "supostamente" corporativos;
  5. Esquemas para se inscreverem em sítios web específicos para receber benefícios relacionados com o trabalho4.

Felizmente, há indícios positivos de que as empresas estão a levar a sério o tema da segurança informática e, se têm colaboradores que trabalham desde casa, os seus processos podem ser mais seguros seguindo simples conselhos:

  • Introduzir a autenticação multifatorial para dispositivos, software e arquivos partilhados;
  • Utilizar uma gestão de dispositivos móveis que permita aos administradores de TI controlar, proteger e aplicar políticas nos smartphones, tablets e outros;
  • Garantir a atualização periódica do firmware dos dispositivos;
  • Garantir que os trabalhadores mudam as palavras-passe standard dos seus dispositivos para que não sejam fáceis de adivinhar.

Qual é o futuro da segurança informática e da impressão segura?

As empresas continuam a considerar a impressão como um recurso importante. Isto reflete-se no facto de que a segurança informática é a principal prioridade de investimento nos próximos 12 meses para as organizações e 8% delas espera que os seus gastos na segurança da impressão aumentem durante o próximo ano.

Mas as práticas de impressão num mundo pós pandemia também são uma preocupação crescente já que as empresas aceitam que a impressão em casa implique mais e maiores preocupações que a impressão no escritório.

Antes da COVID-19, 33% das organizações confiava plenamente que a sua infraestrutura de impressão estava totalmente protegida perante as falhas de segurança ou a perda de dados. Atualmente este valor reduziu para apenas 21%.

Para manter a segurança dos dados na rede e aumentar a confiança no comportamento de segurança dos utilizadores, as empresas deveriam considerar soluções de impressão desenhadas com medidas sólidas.

Devido à pandemia, as empresas e os seus colaboradores estão mais acostumados a trabalhar a partir de casa e é provável que no futuro aumente o trabalho híbrido. As empresas já estão a adotar novos processos para se adaptarem a esta mudança e estão a aprender com os erros cometidos durante a mudança repentina do ano passado para o modelo de trabalho em casa.

Por último, há ainda muitos passos para dar antes que as empresas alcancem os mesmos níveis de proteção e segurança da impressão em casa, de forma a igualar os padrões que se encontram num escritório tradicional. Mas o primeiro passo deve ser recordar e reeducar os colaboradores sobre esta questão tão importante.

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