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Como tornar a última milha num processo sustentável para a indústria logística

Os nossos hábitos de consumo mudaram para sempre. De facto, espera-se que as compras online representem quase 20% do negócio total do setor do retalho em alguns países da Europa1. Por isso, é importante que as empresas deste setor e os seus parceiros logísticos otimizem ao máximo o que conhecemos como “última milha” – o último trajeto do transporte de mercadorias – se quiserem continuar a sobreviver num mercado tão competitivo.

Não se trata apenas de uma questão de custos, também há outros aspetos que entram em jogo. Por isso, na Europa estão-se a estabelecer regulamentos em torno do Net Zero, para alcançar os objetivos de redução de emissões de carbono, entre os quais se inclui o progressivo desaparecimento dos motores de combustão interna e do gasóleo na estrada. Ou seja, a sustentabilidade em todo o processo vai ser fundamental e sobretudo na última milha.

Além disso, os consumidores estão a deixar claro que a sustentabilidade é muito importante para eles e serão muito críticos com aquelas empresas que não cumprirem as suas expectativas de entrega. E aqueles que o fizerem terão a sua recompensa e, entre outras coisas, verão a fidelidade dos seus clientes a aumentar, convertendo-se num local de confiança para efetuar as suas compras online.

Alcançar a rentabilidade mediante uma estratégia integral

As empresas de retalho e os seus parceiros logísticos podem contribuir para uma última milha sustentável e com baixos custos se a considerarem parte de um plano mais amplo, como ligação de uma estratégia integral no âmbito logístico que otimize a rentabilidade de todo o processo de embalamento.

Mas como deveríamos levar a cabo esse trajeto integral de ponta a ponta quando preparamos a entrega de pedidos? De seguida, incluímos alguns conselhos para conseguir este objetivo:

1.- Escolher a localização correta – Os investidores e proprietários de armazéns competem para serem os mais rápidos e sustentáveis no novo âmbito urbano e nos arredores das cidades. Mas existem demasiadas empresas para tão pouco terreno, o que fez disparar os preços dos alugueres2. Além disso, a sua localização tem que estar fisicamente mais perto dos consumidores, que já não querem as entregas para amanhã mas sim para hoje (e de preferência na hora após efetuar o pedido). Com a introdução, por parte dos planeadores urbanos, das Zonas de Emissão Ultrabaixas (ULEZ) em toda a Europa, os responsáveis pelas entregas têm que efetuar as entregas através de transportes elétricos ou de baixas emissões. Por isso, as scooters e as bicicletas estão a voltar com força às ruas das capitais europeias através das aplicações de comércio rápido.

 

Por outro lado, as localizações dos armazéns já não se limitam a grandes polos situados fora das cidades, junto às autoestradas. As estações de classificação e entrega final estão-se a situar muito mais próximo dos grandes núcleos de população e algumas empresas de retalho mais inovadoras estão a converter os grandes armazéns em centros de "click and collect" através de um conceito conhecido como "microfabricação", uma tendência que está a crescer muito na entrega ultrarrápida de mercadorias (sobretudo de comestíveis).

 

2.- Acabar com os erros de armazenagem que implicam elevados custos – Dispor de sistemas de preparação de pedidos totalmente automatizados e de um sistema de gestão de armazéns é absolutamente determinante para que a última milha seja sustentável e contribua para eliminar erros de armazenagem, assim como a reduzir custos, evitar entregas incorretas e oferecer um serviço 24x7. Por isso, as impressoras industriais de etiquetas converteram-se nas aliadas do setor logístico, uma vez que permitem imprimir códigos QR e códigos de barras em grandes volumes de produção e a alta velocidade, para armazenar e recolher elevados níveis de dados, seguindo a rastreabilidade dos pedidos desde que entram no armazém até chegarem ao consumidor final. Efetuar uma etiquetagem clara e fiável ajuda a garantir uma correta leitura para entregar o produto na direção adequada, garantindo a correta rastreabilidade dos pedidos.

3.- Seguimento dos pedidos durante todo o processo – As aplicações de “seguimento e localização” converteram-se num excelente recurso comercial para os fornecedores de serviços de entrega. Com estes, o cliente sabe sempre em que fase se encontra a sua encomenda e, se a encomenda não estiver no endereço específico num determinado momento, isto também ajuda o fornecedor, reduzindo o tempo de viagem dos motoristas de entrega e viagens desnecessárias. Desta maneira as rotas otimizam-se automaticamente e reduzem-se quilómetros de combustíveis e emissões.

 

A rastreabilidade em tempo real das frotas de transporte, que agora se complementa com os benefícios que oferece a Inteligência Artificial (IA), ajuda os responsáveis de transporte de mercadorias a tomar decisões futuras no local, uma vez que obtêm dados em tempo real sobre as rotas e os horários.

 

Uma etiquetagem clara e corretamente visível dos códigos de barras e dos códigos QR desempenha um papel importante neste processo; as etiquetas ilegíveis ou mal colocadas farão com que se percam dados valiosos e tempo, além de causar problemas ao cliente quando os seus pedidos se extraviam ou atrasam desnecessariamente.

 

4.- Menor embalagem, menos custos – Cada vez são mais os clientes que se preocupam com a sustentabilidade e com o futuro do meio ambiente, num mundo em que há muitas mais embalagens e menos recolhas de resíduos. Neste cenário, otimizar as dimensões das embalagens mediante sistemas automatizados de embalamento ajuda a reduzir o tamanho das caixas, o que diminui os custos de envio e impacta positivamente no número de pedidos que pode transportar cada veículo de distribuição.

 

Se não tivermos em conta isto, enfrentaremos importantes desafios, como as devoluções com custos elevados, por isso as empresas devem fazer todos os possíveis para facultar ao cliente tanto a embalagem como a etiqueta. De facto, segundo um estudo, 61% dos consumidores considera a etiqueta de devolução como o aspeto mais importante da política de devoluções de um negócio no retalho3.

 

5.- Trabalhar com parceiros de confiança – Para alcançar o sucesso comercial, os responsáveis das empresas de retalho devem ter uma visão completa do processo de entrega. Se não controlarem o processo de armazenagem, podem afetar a última milha. Por isso, é necessário contar com parceiros tecnológicos de confiança em todas as fases do processo de entrega de pedidos para que este seja fiável e se evitem erros. Desta forma, a continuidade do negócio estará assegurada.

Resumindo, as empresas devem ter em conta todos estes fatores se querem continuar a ser competitivas no seu nicho de negócio porque, por ignorar algumas necessidades, poderiam perder a sua posição no mercado. Tudo isto, aliado a um mundo mais consciencializado com a sustentabilidade e onde os clientes cada vez mais procuram rapidez na entrega, faz com que tenhamos que nos reinventar para manter os nossos negócios fora de perigo.

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