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Food waste

Como a digitalização e a etiquetagem podem acabar com os desperdícios alimentares nos supermercados

No setor alimentar é muito frequente considerar o desperdício dos alimentos como um facto inevitável do negócio. Mas os profissionais desta indústria têm uma grande oportunidade de educar os consumidores sobre este aspeto.

Verduras com alguma imperfeição, packs de produtos abertos, latas com etiquetas mal impressas, etc., são apenas alguns dos exemplos onde há risco de desperdício, uma vez que não é considerada mercadoria apta para venda.

O facto de tanta comida ser desperdiçada não se deve provavelmente à compra excessiva ou à má rotação de stocks, mas sim à perceção dos clientes sobre a frescura dos alimentos. Além disso, há muita confusão no que diz respeito à etiquetagem. Existem de facto, estudos que demonstram a existência de uma crença errada entre os consumidores: a relação entre a data de validade e a qualidade e a relação entre as datas de consumo preferencial e a segurança alimentar.

É claro que existe uma grande diversidade de inovações tecnológicas que abordam esta questão, que oferecem informação em tempo real sobre o estado dos produtos, quer seja com embalagens que incluem sensores que mudam de cor quando o conteúdo está quase a caducar ou etiquetas inteligentes que mudam de textura quando o produto está a ficar estragado. Soluções que, no entanto, se encontram atualmente em fase de desenvolvimento e ainda não chegaram ao mercado. E é claro que não devemos esquecer que os fabricantes também estão obrigados por lei, a indicar nas etiquetas as datas de validade e de consumo preferencial.

Por tudo isto, colocamos a seguinte questão: o que podem fazer os profissionais deste setor e os responsáveis de TI das empresas desta indústria para acabar com o desperdício de alimentos? Os dois conselhos seguintes seriam a resposta:

Gerir as existências e reduzir o stock utilizando informação em tempo real

Prateleiras repostas, sempre cheias e organizadas, são a base do atrativo dos produtos no setor de retalho alimentar. Além disso, para o cliente, a frescura dos alimentos dependerá da sua data de validade: quanto mais se aproxima esta data, menor a frescura.

Isto faz com que devam ser retiradas, inevitavelmente, muitas existências no último dia que podem ser vendidas (as etiquetas de "consumir até" e "consumo preferencial antes de" não são um requisito legal e são utilizadas para ajudar o pessoal a gerir as existências, mas, legalmente, qualquer alimento com data de validade não pode ser vendido depois da data indicada).

Para a maioria dos supermercados e pequenos ou médios negócios, o processo de redução de existências é o mesmo: os funcionários digitalizam os códigos de barras dos artigos que estão quase a caducar e o sistema baseia-se nas vendas dos dias anteriores para indicar a quantidade que se prevê vender. E, a partir daí, o sistema ou os colaboradores calculam um novo preço.

Vale a pena considerar esta abordagem se, por qualquer motivo, ainda não investiu nesta solução que permite gerir os níveis de existências em tempo real e/ou optar por reduzir os produtos manualmente.

A incorporação de uma impressora de etiquetas sem fios que comunique com um scanner ou um equipamento conectado ao software de backoffice permite reduzir os produtos baseando-se na informação atualizada. Por exemplo, um colaborador pode aperceber-se de que um produto cujo preço foi reduzido não está a vender tão bem como previsto, de modo que pode baixar novamente o preço e imprimir rapidamente as etiquetas necessárias sem complicações.

Também vale a pena considerar como a tecnologia pode permitir melhorar as operações do seu negócio e criar valor a partir dos alimentos não vendidos. Existem plataformas inteligentes que atuam como mercados digitais B2B e oferecem às empresas a possibilidade de vender os excedentes de alimentos.

 

Personalizar as etiquetas para educar os clientes

A redução das existências é muito boa para o negócio, mas um aumento dos benefícios não equivale necessariamente a uma redução dos resíduos. Os clientes podem comprar produtos com baixa de preço, mas acabam por os deitar fora na mesma se não os consomem de imediato.

Os profissionais do setor alimentar têm a oportunidade de personalizar as etiquetas para educar os consumidores sobre o que devem ter em conta para considerar um alimento fresco ou não. Podem gerar e imprimir etiquetas com códigos QR, especialmente para a fruta e verduras ao peso, que não têm etiquetas e podem estar em perfeitas condições, mas danificadas por maus tratos. Muitos consumidores têm smartphones, como tal é muito provável que possam ler este tipo de códigos. Ao ler o código QR, pode dirigi-los a uma página web com informação simples, útil e prática sobre questões como o facto de a fruta embora possa estar danificada ser perfeitamente comestível, o que significam as etiquetas de “consumir antes de” ou "consumir preferencialmente antes de".

Se os clientes sabem que está a levar a sério o problema do desperdício de alimentos e que está a fazer algo prático para o solucionar, é mais provável que voltem a comprar na sua loja.

Resumindo, adotar as novas tecnologias e desafiar o comportamento dos clientes não eliminará por completo o desperdício de alimentos, mas melhorará as operações comerciais e os seus resultados.


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