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Entender a transformação digital para a aplicar nos negócios II

Entender a transformação digital para a aplicar nos negócios (II)

Transformação digital, essa grande desconhecida de que o mundo inteiro fala, mas nem sempre entende o seu significado, e isso reflete-se diretamente no crescimento económico, no PIB e no desemprego. Já abordámos, num post anterior, algumas das suas implicações, assim como o grande desafio que implica tanto para o capital humano como para as empresas. E também explicámos algumas das tecnologias, sem as quais a transformação não seria possível, porque são a essência deste processo e nunca as devemos esquecer.

Mas existem outras tecnologias que, ao serem combinadas, mostram que uma estratégia de digitalização adequada pode resultar num aumento significativo nos resultados finais do negócio.

Por tanto, ferramentas como a cibersegurança são básicas na hora de realizar esta transformação digital num ambiente de confiança, como um dos ‘grandes desafios’ empresariais que se viram agravados pela pandemia que estamos a viver. E o facto é que a cibersegurança é primordial para gerar um ambiente de confiança que beneficie a cidadania. Além de que se trata de uma prioridade estratégica para a União Europeia, num momento em que os ciberataques, tanto contra as empresas como contra as entidades públicas se tornaram mais fortes e sofisticados que nunca. Neste sentido, tanto a União Europeia como a Comissão, adotaram em janeiro de 2020 um roteiro, uma “caixa de ferramentas” para fazer frente a possíveis ataques à rede, ao mesmo tempo que estabeleceram como atuar na prevenção dos mesmos, que inclui desde certificações de segurança informáticas até requisitos de cibersegurança na administração pública, por exemplo.

Porque é que a cibersegurança é tão importante? Porque já não vivemos num mundo conectado, mas sim interconectado. Praticamente tudo o que podermos imaginar é suscetível de se conectar à rede, que por sua vez está conectada com outro elemento, que por sua vez está conectado a uma pessoa, etc. É o que chamamos de Internet das Coisas (IoT), o que nos leva a falar de outra das grandes ‘novas tecnologias’ que formam esse conglomerado que conhecemos como transformação digital. Trata-se de uma rede de interconexão digital entre dispositivos, pessoas e a própria Internet que possibilita a troca de dados entre eles, permitindo que se possa capturar informação chave sobre o uso e o rendimento dos dispositivos e os objetos para detetar padrões, fazer recomendações, melhorar a eficiência e criar melhores experiências para os utilizadores. Entre os objetos conectados do nosso dia a dia encontram-se desde aspiradores robot, carros automáticos ou alta vozes inteligentes, etc. De facto, segundo o Worldwide Global DataSphere IoT and Data Forecast, teremos ao redor de 41.600 milhões de dispositivos conectados, em 2025.

Nesta interação do real com o virtual, situa-se a tecnologia da Realidade Aumentada (RA), que permite múltiplas aplicações, tanto profissionais como quotidianas, de forma a melhorar a experiência do utilizador na navegação interior ou exterior. Uma das mais recentes, diretamente relacionada com o aparecimento da pandemia e o auge do teletrabalho, é a reparação de dispositivos relacionados com TI. A Realidade Aumentada permite aos técnicos ir guiando os clientes à distância durante o processo, mediante instruções simples, tornando desnecessária a presença física na reparação.

Terminamos com outra tecnologia digital não palpável, mas que se converteu numa tendência ascendente ao longo dos últimos anos: o blockchain. Seguramente que já alguma vez ouviu falar das criptomoedas. Pois o blockchain é a ferramenta de armazenamento de dados que as torna possíveis. Mas o que é exatamente? Trata-se de uma base de dados que está protegida tanto por encriptação como pela descentralização. Com muitas cópias distribuídas por várias localizações, todas mantidas ao dia simultaneamente, e que apenas permite alterações quando existe consenso para as realizar. E para o que se pode utilizar?

As respostas são diversas e dispares. Poderia utilizar-se inclusivamente para rastrear vacinas desde o momento de produção até ao paciente, ou no caso da blockchain empresarial – também conhecida como blockchain privada –, permite guardar informação sob o controlo de um “proprietário” centralizado, que geralmente é a empresa que implementou a cadeia. Outro tipo são os NFT, que significa tokens não fungíveis; são essencialmente ativos digitais (imagens, música, códigos, contratos), que, à diferença do resto, não se podem duplicar nem copiar. Existem múltiplas aplicações e muitas outras ainda estão por chegar.

O que está claro, é que a era digital já não é uma “Matrix” do futuro. Mas uma realidade que chegou para ficar.

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